Mais uma amostra grátis de lâmina de bandeja

Como se diz no jargão entre os ilustradores, “em progresso”, pra tirar a poeira e o cheiro de velho do blog.

Nas lojas em breve estará.Anostra2

Amostra grátis de lâmina de bandeja parte 19

Passando o sábado e final de semana trabalhando em algumas lâminas de bandeja do McDonald’s, ocupando quase todo o tempo acordado com esses trabalhos. O resto do tempo na cama, pois por ordens do seu doutor, tenho tomado remédio pra dormir pelo menos oito horas por dia (momento mimimi).
Essa é uma amostrinha grátis da lâmina que deve sair daqui a dois meses, ainda sem cor. Diabético do jeito que eu gosto.Shivinha

Lâmina McDia Feliz 2010

Deve entrar hoje ou amanhã a lâmina que eu fiz para o McDia Feliz, que acontece agora dia 28 de agosto. Não é um trabalho e assunto que dê pra brincar muito ou bananear nas idéias (ao contrário das próximas), então ela é mais correta do que criativa.
McDia2010
Se você quiser ver maior agora, vai no meu site-portfólio que lá tem a imagem generosa pra ver os detalhes (quando você clicar no thumbnail e aparecer a imagem média, clique nessa imagem que ela vai ficar maior ainda).

A despeito daqueles que enxergam conspiração até em condicionador de cabelo, a parada é séria, muito sério, já fui visitar pessoalmente algum dos hospitais esponsorados pelo Instituto Ronald McDonald e outros próprios do instituto, e conheci algumas das crianças tratadas. Você sai de lá do tamanho de um filhote de grão de ervilha, e ao mesmo tempo impressionado com algumas soluções que eles criaram para melhorar o tratamento de crianças com câncer.

Homem Aranha come Sopa de Salsicha

falei antes sobre o Eduardo Medeiros e seu traço fodaço.
homem-aranha
E agora, graças a uma indicação do Rafael Grampá, que fez a capa da revista Strange Tales da Marvel a um editor com a cabeça arejada, ele foi convidado a ilustrar uma história do nada menos flexível Homem Aranha. Deve sair em breve, breve, leia nas palavras do próprio pai em seu blog.

Parabéns é pouco e a expectativa é muita de ver super-heróis com o traço de Sopa de Salsicha.

Desenho é minha constante, mas quero o cajado do Mr. Eko pra garantir

É off-topic de ilustração, mas foda-se. Assumo que sou nerd e tenho minhas paixões além do desenho e senhoritas. Lost foi uma delas, mesmo com o final mais fecal de uma série de TV. Comparativamente, Lost foi como um casamento com divórcio linchante: apaixona-se, acha que é algo único, fica morno, dá uma requentada e no final, quando acredita-se que vai ter uma solução para tudo, caga-se na saída, com muita decepção, um pouco de raiva e vontade de passar uma borracha na memória.

Pra compensar, se você tem dinheiro sobrando, acontece na internet um leilão (clicaqui) com todos – sim, todos, na compreensão da palavra – objetos usados na série. Do carro do Hurley, da cadeira de rodas do Locke até a bombinha de asma da Shannon. Parece que os valores vão de US$200 (as latinhas de cerveja da Dharma) até uns US$50 mil, acho que vão leiloar até o submarino. São ginórmicas 30 páginas de itens no site, nunca o dinheiro valeu tão pouco.
Eko
Se eu tivesse dinheiro pra torrar feito espanta-mosquito, ah, tantascriançaspassandofomenomundo, eu queria muuito o cajado do Mr. Eko pra ficar do lado da minha mesa.
Faraday
E claro, Clovis…o sketchbook do Faraday!! Esse sim é objeto de desejo, dá um comichão na mão e na carteira.

Olhos de Pikachu pra Fundação Telefonica

Sessão jabásico deste blog apresenta os trabalhos que eu fiz para a Fundação Telefonica, pela agência Y&R, para a campanha Pro Menino que entrou no ar há pouco.
Capafolheto
Foram feitos todos no Painter XI em pastel sem textura de papel.
promenino3
Esses trabalhos da Fundação Telefonica me remetem ao primeiro trabalho que eu fiz para eles e que eu gostei mais do que demais, com criação do saudosíssimo Tomás Lorente, que faleceu no ano passado. Foi dele a carta branca para fazerem o filme da Karina com a cara dos meus desenhos. E pode ser piegas, mas esse filminho com a voz da Luciana Mello é bonitinho de dar diabete em abelha.

Diamante bruto, mas não violento – Portfólio do Rodrigo Okuyama, vulgo Poneis

Como escrevi no post anterior, alguns portfólios que encontrei nessa vidinha de bípede ilustrador fizeram os olhos apertados deste oriental quase rasgarem de tamanha exposição à luz.
Alguns desses eu encontrei quando fui convidado a avaliar portfólios no evento Ilustre, que aconteceu no SESC Pinheiros em maio e junho. Geralmente nessas sessões de avaliação, até pelo nome, você espera um nível de ilustração bem iniciante, onde você tem paciência e dá conselhos a rodo para o sujeito do outro lado da mesa encontrar seu caminho, tentando tirar a faca os erros mais crassos em sua pasta, em seu trabalho e em seu traço.

Algumas vezes, porém, você encontra gente igual filhote de elefante, já nasceu pronto pra sair andando com as próprias pernas em pouco tempo. No evento Ilustre encontrei algumas dessas piritas ilustrantes.
Princesa CAPA_04
O cara em questão é o Rodrigo Okuyama, vulgo Ponêis (é, eu também não consigo falar direito). É aluno da FAU, não trabalhou ainda como ilustrador profissional e tem um trabalho desbundante. Foi lá no evento Ilustre com a sua pasta para ser avaliada por mim, mais tímido e temeroso do que um ratinho mijando. Taí, demorei mas postei.
stencil
O trabalho dele é muito, muito delicado e refinado, principalmente as infantis que têm um frescor europeu muito forte. Mas ele também é muito bom no conceito criativo – isso sim é ave Dodô no mundo dos portfólios, mais até do que um traço bom – fazendo ilustrações com um forte conceito gráfico, usando cores, colagens, retículas e com uma direção de arte muito sólida e original. Se eu puxo a sardinha dele desse jeito é porque tem motivo. A pasta dele realmente me impressionou muito. Hidromel para ele e para todos que concordarem.
party
Johny
Como esse blog é bem visto por uma comunidade de ilustradores E diretores de arte e publicitários, decidi que valia a pena divulgar esses portfólios de gente verde com muito talento. Como disse Eugênio Mohallen certa vez quando mostrei o portfólio pra ele: “Não posso te dar um emprego, o mínimo que eu posso fazer é ver sua pasta”. Tipo de sabedoria e humildade cada vez mais rara nesse universo da propaganda.

Acho que, como Mohallen, o mínimo que posso fazer aqui é ver a pasta, pois emprego não posso dar. E se o sujeito é iniciante ou nunca trabalhou e tem o traço ou a criatividade excepcional, esse deve ser mostrado. Se esse for o caso, passe o link pra eu ver e, se o seu trabalho levantar os pelinhos da minha nuca, com certeza vou divulgá-lo. Mas por favor, não me peçam com olhos molhados de gato de botas pra eu colocar seus trabalhos aqui, não implorem apenas pela necessidade de emprego, dinheiro ou de tirar uma insegurança. Um talento excepcional fala por si, não precisa da boca ou do mimimi para ser ouvido.

Portifinha

Uma ilustração que não entrou num lâmina de bandeja e dei um tapinha na boneca pra entrar no site portfólio.
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Serve pra reviver um post sobre como montar portfólios, que escrevi em fevereiro de 2007. Depois desse tempo, quase nada não mudou, pelo contrário. As pessoas é que ficaram mais ansiosas.

De vez em quando a gente pega um portfólio pra avaliar tão bom que salta aos olhos. Em comparação, tem outros que arranham a retina.

IlustraBrasil 7, meus caros

Acontece em agosto a sétima edição do IlustraBrasil, evento organizado pela SIB – Sociedade dos Ilustradores do Brasil que, como a própria intitula, “um espaço para discussão sobre o desenho publicado no Brasil”.
mariobagcat
Como todas edições, a programação tem os mais finas coxinhas da ilustração brasileira, clica aqui pra ver o site oficial. Assim como foi o evento Ilustre, no SESC, é também obrigatório, ou pelo menos desejável para todos aqueles que trabalham profissionalmente ou tem a pretensão de fazerem isso. A exposição começa dia 9 de agosto no SENAC da Lapa, na rua Scipião 67.

De lambuja, essa é a programação, se você tiver preguiça de dar um clique no link oficial:

Abertura

Dia 09/08/2010, segunda-feira, às 20h
Coquetel e abertura da exposição de trabalhos dos associados SIB
Local: galeria do Senac Lapa – Scipião
Palestras

Dia 10/08, terça-feira, às 20h
DESENHANDO COM FZ
ilustrador Fabio Zimbres
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião

Dia 16/08, segunda-feira, às 20h
MARIO BAG: ILUSTRADOR
Ilustrador Mário Bag
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião

Dia 17/08, terça-feira, às 20h
O FUTURO DOS SALÕES DE HUMOR
ilustradores Edu Grosso, Rick Goodwin e Dênis Mendes
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião

Dia 23/08, segunda-feira, às 20h
A PRODUÇÃO DO JORNAL DIÁRIO E O USO DE ILUSTRAÇÕES
editor de arte Fabio Marra
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião

Dia 24/08, terça-feira, às 20h
LINGUAGENS URBANAS – O QUE FIZERAM E O QUE FAZEM
DOIS PIONEIROS DO GRAFITTI

ilustradores Jaime Prades e Ozéas Duarte
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião

Dia 30/08, segunda-feira, às 20h
A ONDA DIGITAL CHEGOU AO MUNDO DOS LIVROS: E AGORA?
ilustradores Beto Melo e Elaine de Moura Olcese
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião

Dia 31/08, terça-feira, às 20h
OS CAMINHOS DA ANIMAÇÃO 2D
ilustradores Rosana Urbes e Rune Bennicke (dinamarquês)
Local: auditório do Senac Lapa – Scipião
Xaxim2
A programação visual dessa vez foi do fodaço Mario Bag e seu gatim de sete vidas, uma delas sendo vendidas para pagar o jantar de amanhã, como se isso fosse uma prelúdio para a vida de ilustrador. Adoouro seu estilo de desenho xilografóide, quase um cordel com um senso estético 2.0, com um refinamento gráfico e colorido.
BAILÃO & FORRÓ

Sê benvindo, Site e Portfólio novos!

Demorou um bocadinho, mas enfim está no ar meu novo site e portfólio digital.
siTENOVO
Entre aqui e esbaldeie-se.

Agora as imagens estão maiores, e as lâminas de bandeja, maiores ainda. Depois de clicar e surgir a imagem lateral, clique nela novamente que ela vai aumentar mais ainda. Isso vale pra todas imagens com detalhes, além das lâminas de bandeja.

Agora o site dá pra ser atualizado imediatamente, e as páginas frontais customizadas à lá vonté. E também tem a parte em inglês, onde qualquer um, de Nova York à Burkina Faso coseguem entender o que está lá.
Viva HTML e WordPress.

O site, obviamente, é mais sóbrio, tem fins mais profissionais. O blog é diversão e válvula de escape, mas os dois se completam. Próxima meta é criar uma newsletter. Nada detém a fúria digital.

Três bilhões e meio e aumentando…..

Poutz.

Sempre tive curiosidade de saber quantas lâminas de bandeja foram impressas desde que eu comecei a fazê-las. Eu sei que a média é de 12 a 14 milhões por edição, um número bem respeitável, mas o montante total sempre foi um enigma, porque elas têm uma periodicidade meio irregular, além de ter outras lâminas que só saem em algumas cidades específicas e em menor quantidade.
Planetas
Pois bem, fiquei sabendo da própria agência que tem a conta do McDonald’s, a Taterka, que a quantidade de lâminas impressas desde 1993 até agora foi de embabascantes….3,5 bilhões! Por extenso, três bilhões e meio de lâminas de bandeja!!! Contando que eu criei, ilustrei e escrevi pelo menos 95% das lâminas feitas até hoje, tenho aí pelo menos uns 3,3 bilhões de lâminas impressas nas costas. Quando a conta chega nos bilhões, a coisa perde o sentido, parece lagarta de tantos zeros.

Em compensação, árvores secarão de desgosto quando correr por elas no Ibirapuera.

E poutz again, desde 1993….17 anos é tempo pra caray. Ano que vem eu faço a maioridade com as lâminas de bandeja.

O lado bom é que o desenho delas deu uma melhorada boa depois que eu virei ilustrador autônomo definitivo, e o Bistecão e meus comparsas ilustradores tem culpa nisso, pois o nível particular de exigência subiu muuito, e continua subindo, ainda tem muita coisa pra aprender e fazer.
E eu que achava que as Fast Girls seriam bobeira, elas estão me ajudando horrores nessas últimas, pelo menos em termos de velocidade de trabalho. Essa daí é uma petita palhinha da próxima, que deve sair daqui a um mês nas lojas.
Nojinho
Tadinhas, elas tão de escanteio por enquanto. Sei que prometi várias vezes, mas assim que acabar esses megajobs elas voltam.

Pegando um bronze no corpo e um pastel seco na mão

Oportunidade pra quem quiser misturar protetor solar com tinta, além de gostar de desenhar e bundar ao mesmo tempo, ou quase.
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O Montalvo tá montando workshops especialíssimos em Maresias. Serão oficinas de encadernação, pastel seco e pinturas mistas, em alguns finais de semana de julho e agosto. Tudo isso numa pousada fino da bossa e ambiente aprazível.

Entra no site do Montalvo que lá tem todos os detalhes e a inscrição pra quem quiser ir lá sentir cheiro de siri morto na praia. Eu tô precisando de uma prainha, tô branco feito uma larva.

Lâmina Copa Trilha em destaque

Já que a Copa acabou, pelo menos pra brasileiros, nada melhor do que comemorar com algo que vai perder a validade hoje, dia da eliminação do Brasil pela Holanda, uma país onde se usa tamanco de madeira, veja só.
Trilhadef
Como havia dito antes, vou continuar colocando algumas lâminas com ilustrações em destaque. Essa é a da trilha das Copas do Mundo, feito com um traço diferente. Essa lâmina tem uma curiosidade e uma tristeza: eu a tinha criado e já planejando com os desenhos curvilíneos do Gustavo Duarte, que com certeza tem mais familiaridade com o assunto e traço muito mais refinado do que esse que eu fiz. Ia ficar ducaralho, mas infelizmente por questões de logística e prazo, isso ficou imposível. Desculpa mesmo Gustavo.

Elas foram feitas no Photoshop, e não no Painter. E sempre faço as ilustrações das lâminas uns 500 ou 600% maior para depois reduzir um bocado e as imperfeiçõs na pintura e no traço, que são muitas, reduzirem a quase nada.

2014
1998
2010
2006
1978
1966
1962
1982B
1934b
1974s
1970
Cheer

Não verás a luz do dia

Onde mais posso mostrar layouts senão no blog, correto? Uma vez que o site não é lugar pra isso, a não ser que o layout seja tão bom quanto a arte final, o melhor é fazê-lo informalmente.

Essas foram propostas que fiz para um anúncio de página dupla para o McDonald’s que rolou há um tempo atrás. Eles queriam um anúncio com cara de lâmina de bandeja pra enaltecer a questão da sustentabilidade ambiental (sustentabilidade é uma palavra que já está soando como “a nível de” em meus ouvidos). No final eles mudaram de idéia em relação ao conceito e optaram por usar uma foto de um rio enorme com um texto corrido.

Mas achei que os traços dos layouts dos canarinhos – assim são chamados os jovens que te servem hambúrguer no McDonald’s – estavam bem soltos e bem expressivos, ganhando o direito de terem uma exposição que lhes foram negada. Eu particularmente gosto muito da idéia da vaquinha abanando o rabo feito cachorro, por um tico não me convence a virar vegetariano.

Clica na imagem que ela aumenta feito pão molhado.

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Revista Ilustrar 17 pra você, meu amiguinho

Já está disponível para download de graça, ou seja, não pergunte onde você pode comprá-la – a indefectível Revista Ilustrar 17, clique aqui nesse link para teleportar esse acepipe de e para ilustradores em seu ordenador. Agradeçam a graça ao Ricardo Antunes pela graça conseguida.
Ilustrar17
Comecem a leitura pelas colunas do Brad Holland e sua tara ictiofílica e a coluna do Alarcão, falando sobre a praga da ansiedade juvenil, aquela que faz ilustradores venderem o seu maior bem por 3 feijões mágicos, que não final não são nem feijões nem mágicos, mas cocô de cabrito.

Antunes conseguiu entrevistar o ilustrador de um dos ícones dos anos 80, Derek Riggs, a mão por trás do Eddie do Iron Maiden. A gente, que  já virou tiozão, lembra com lagriminha nos olhos a época em que as ex-namoradas ainda eram esbeltas e o joelho não doía de subir escada.

Tem coisa pra caramba que não vou ficar falando em duplicidade, baixe a revista e refestelem-se.

Mas antes, duas coisas: sou fãzaço do trabalhos desses dois que estão na revista:
Santoloco
Mateus SantoLouco desenha pra caralho!
Mariobag
Mário Bag  desenha pra caralho! Aliás vai ser dele o pôster do IlustraBrasil 7.

Quer ver a coisa grande? E é da África

Small McDonald’s tray liners appears in the blog!!

Hiro uses megamagnifiers in tiny illustrations!!

It’s super effective!

Se as lâminas de bandeja apareciam com desenhos pequenininhos e tenho espaço suficiente no blog, porque não destacar o que é mais legal nelas?
Então vou colocar no blog agora as ilustrações das lâminas que eu achar legal, e também aquelas que não foram aprovadas, das lâminas de bandeja do McDonald’s em tamanho generoso e bondoso.

Essas são as da lâmina da África do Sul:

Big52f
Bosquimano
bungee
Cabo
Diamante2
Driver
hOLE
Mine
Oceans
Penguim
SafariRugbi
Stars
Zulu
Tudo foi ilustrado no Painter XI e cores ajustadas no Photoshop.

África do Sul, a lâmina

Última lâmina sobre a Copa do Mundo que já deve estar rolando nas lojas, não sei, pois há meses não como um Big Mac.

Dando uma pausa no futebol, ainda bem que rolou uma sobre o país. Alívio na forma de desenho.

Africadosulc

Teve mais uma lâmina de bandeja sobre a Copa, mas ela infelizmente foi vetada pela FIFA. Quando chegar a hora eu posto aqui.

Equação fofura

Nada como a ciência pra embasar nosso trabalho nos momentos em que o mercado ou o diretor de arte não o fazem. Foi dica do Tiago Pimentel, do Design in a Box.
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Saiu nesse artigo da Superinteressante: ver coisas fofas e cuticutis aumentam a produtividade. Faz a gente ficar mais gentil e cuidadoso. Se eu olhar pra foto de um gatinho meigo vou apontar o lápis de maneira mais jeitosa. Sexo anal então, nem pensar.

Ainda que eu duvidasse, cliquei nesse link que vai pro artigo e a parada é séria. Aparentemente. Uma tabela de experimentos de variáveis de fofura em relação à intensidade das emoções é algo que você nunca esperaria ver, igual cabeça de bacalhau e Boitatá.
tabela
Mesmo eu tendo feito faculdade de Biologia, não consigo entender esses princípios de fisiologia da meiguice.

Mas por que arriscar? Vai aí um desenho fofo que fiz pro Guia Nutricional do McDonald’s, quem sabe se isso não faz você dar bom dia pro seu porteiro ou abraçar sua namorada depois do sexo?
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Verduras

Lâmina Mad?

Copa, Copa, Copa…pra quem não gosta de futebol como eu, esse é o mês do cachorro louco, sendo que eu sou o cachorro, e o louco por causa das Vuvuzelas que, como disse algum desses novos humoristas, antes eram chamadas de cornetas de pobre.

Enquanto isso, o Raphael Fernandes, editor da Revista Mad, me manda um email dizendo: “Ei Hiro, esse mês a gente homenageou seu trabalho na revista esse mês” e eu disse “então manda!”, numa mistura de temor com curiosidade. Ei-la:’
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Em tempo, as capas do Elias Silveira continuam geniais. Ninguém faz um Robert Pattinson tão fêmeo como ele.
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Dice Tsutsumi, Toy Story 3 e o traço simples que é melhor que o traço exato

Após mais de um mês de secura nesse blog consegui finalmente entregar os trabalhos que estavam, como dizem os gaúchos, me atucanando severamente. Depois de colocar um Mika no talo enquanto o fiel Mac becapeava 40 gigas de trabalho e pagar contas atrasadas, me dei o direito adquirido de assistir “Toy Story 3″, soberbo e com direito a olho marejado no final e Totoro fazendo participação especial. Já tinha retirado antes “The Art of Toy Story 3″ e só fui folhear depois de ver o filme. Cada livro da série “The Art of…” é uma facada no bolso e um carinho no coração ao mesmo tempo pra quem adora ilustração e animação, todos são maravilhosos, mas alguns são mais maravilhosos do que outros, como “The Art of Kung Fu Panda” ou esse (pra quem ainda não conhece, essa série de livros mostram sketches, conceitos, estudos, desenhos reprovados feitos por dezenas de ilustradores em cada filme, um bufê livre para os olhos).
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Nesse especificamente tem um cara que merece destaque, Daisuke Tsutsumi ou Dice Tsutsumi, que fez a direção de arte e color scripts do filme. Se amor à primeira vista acontece, então foi com o trabalho dele. Já trabalhou em “A Era do Gelo”, “Robôs” e “Horton”, já vi antes seu trabalho mas por algum motivo agora seu traço salta feito perereca agoniada na frente dos meus olhos. E acho que sei o motivo.
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fluorescente
Walle
O traço de Tsutsumi é ao mesmo tempo imperfeito, indefinido e ao mesmo tempo maravilhosamente e esquizofrenicamente perfeito. O traço dele é simples mas passa toda o clima, a idéia (e a iluminação também, o cara sabe enxergar luzes e sombras). Às vezes ele nem desenha olhos e expressões do rosto, mas a mancha toda parece um fotograma de tão perfeito. Quem disse isso mesmo? Menos é mais?

Curiosamente o nome do seu blog é “Simplestroke
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Quem fez a minha mini-oficina sabe que foi sobre isso que eu tenho agora procurado trabalhar e passar pra frente, tenho pensando em valorizar cada vez mais a idéia junto com um desenho expressivo, mas sempre mais o primeiro vive sem o segundo, mas o contrário não acontece. Um desenho rápido e seguro é muito mais expressivo e significativo do que um desenho perfeito mas que não consegue mostrar a que veio. Isso é um exercício, e tem que ser diário. Dez mil horas treinando isso devem bastar para quebrar 16 anos de rigidez criados por um mesmo tipo de trabalho e também por falta de orientação e referências.

Olhando para o trabalho dele você percebe que ainda tenho muito, mas muuuito ainda pra fazer e aprender, o suficiente pra repensar se o que estou fazendo na minha carreira vai levar para esse caminho, se devo abrir mão de outras coisas para atingir isso ou até mesmo se um sabático de alguns anos deve ser cogitado. Nada muito sério, afinal a função desses caras muito porretas é essa, dar um tapão na nuca pra cair no chão e ao mesmo tempo estimular pra fazer coisas novas.

Ensaboa mulata, ensaboa

Vai, desculpe pela falta de posts, ainda vai levar uma semana pra coisa voltar ao normal; tô há semanas à base de cenoura com Nutella e mijando em garrafa de Gatorade na frente do computador pra entregar um projeto no final do mês. Sempre que volto de férias é trabalho acumulado que desperdiça o descanso adquirido: ensaboa mulata, ensaboa, tô ensaboando…
São nessas horas que eu penso se não vale a pena investir em um sidekick pra ajudar nas tarefas. Mas sempre que o trabalho dá uma acalmada vem também a vontade de dar um peteleco no sujeito. Talvez eu precise é de uma secretária que ilustre. E que saiba cozinhar feijão e tirar cabelo do ralo, assim a vontade de dar um peteleco diminui. Hum.

O blog, coitado, vira filhote de pomba em incêndio, é a última prioridade.
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Mais uma semaninha. Ou duas. Com Fast Girls agora feitas do jeito papai-e-mamãe, no lápis e papel.

Vibrissa de lhama

Pra quem não achou minha assinatura na lâmina da Trilha da Copa do Mundo e tá com cólicas porque mesmo indicando a lhama como resposta, não conseguem ver a pulguíssima marca, eis a prova.
Lhama
Lhamas não possuem vibrissas (palavra legal essa, vibrissas), também chamado de bigodes de gato, mas se tivessem, a assinatura estaria mimetizada de vibrissa de lhama. Tudo bem, realmente fiz bem pequena dessa vez.

Oficina – Desenhando sem pensar para pensar sobre o desenho.

UPDATE!! A turma dessa oficina já foi preenchida, esperem pela próxima.

Sei que há alguns meses eu pedi para que quem tivesse interessado nas minhas oficinas que mandasse um email pra mim, que eu retornaria por ordem de chegada assim que outra estivesse encaminhada. Mais de 100 pessoas mandaram seus votos de interesse e achei que o esquema estava garantido e que eu poderia ganhar uma medalha de excelência em logística enfiada no peito. Mas como tem gente que até mata querendo fazer o bem, às vezes o que era pra ser bom vira galhofa.
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Os fatos são esses: Há uma semana estou mandando emails para os interessados da lista pedindo um retorno para a próxima mini-oficina. O problema é que a grande maioria ou não responde ou esqueceu de dizer que mora em outra cidade ou só quer fazer a oficina gratuita.
Portanto, sou obrigado a mudar o esquema de convocação dos interessados por causa da proximidade do evento, aqueles que realmente quiserem e puderem fazer a oficina, por favor mandem um email para m78estudio@uol.com.br . Mesmo aqueles que já mandaram seu email para a lista, se estiverem realmente a fim de fazer essa oficina, mandem o email novamente, citando especificamente essa oficina.

Dados da Mini-Oficina: Desenhando sem pensar para pensar sobre o desenho

Dia 19/06/2010 – um sábado
Local: Casa do Artista – Al. Itú 1012 – São Paulo Capital.
Horário: das 14 às 18h. Camarões e Dinamarca estarão jogando nesse horário, então não tem desculpa.
Valor: R$60, sendo pagos no caixa da Casa do Artista no dia.
Vagas: 10, solamente 10
Proposta: treino de desenho rápido de memória – desbloqueando algumas travas na mão e na cabeça valorizando a idéia ao invés do traço através de repetição rápida sobre o mesmo tema, melhorar avaliação e autocrítica e planejamento de investimento de tempo em escolher idéias para finalização.

email pra confirmação: m78estudio@uol.com.br, mande um telefone no corpo do email pra contato que eu ligo confirmando pessoalmente a vaga

O material de desenho será fornecido no local, mas se você se sentir confortável com sua lapiseira, pode trazer qualquer material de casa.

Atenção: Não É uma aula de como desenhar, ninguém vai sair de lá sabendo desenhar uma mulher ou um cavalo melhor, mas pra desbloquear a cabeça e mão para aí sim o aprendizado entrar mais fácil, deslizante como anões azeitados, parafraseando o Veríssimo. O Luís, não o Érico.

E qualquer dúvida em relação à oficina, perguntem pra mim, não liguem pra Casa do Artista senão o seu Alberto vai querer comer o meu fígado com Chianti ou Sangue de Boi.

Essas mini-oficinas na Casa do Artista tem sido um preparatório para uma oficina maior que pretendo montar e ministrar ainda no ano que vem, em um lugar maior e com maior duração, consequentemente mais coisas pra entrar na cabeça.
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As fotos da última oficina são de novo da Paulinha Mihuda, que se transformou automaticamente na minha fotógrafa para-oficial.

Le dessin, la charité

A percepção de algumas pessoas do meu trabalho é que eu adoro desenhar coisas no estilo “Onde está Wally?”, o que não é uma verdade! O fato das lâminas de bandeja terem dezenas de desenhos, ou de que algumas ilustrações que eu já fiz tinham centenas de elementos não faz de mim um fã desse tipo de trabalho. Já fui, há alguns anos, quando era diretor de arte da Taterka e gostava (ainda gosto) do trabalho hiperdetalhado de Geof Darrow em “Hard Boiled” ou os de George Perez. Dá uma trabalheira e acho que o resultado final fica algo meio sujo, tipo sucrilho Fruit Loops mergulhados em leite por mais de duas horas.

Mas se o motivo for bom, seja ele financeiro, artístico ou caridoso, tamos aí nessas carnes.
Grandes clientes trazem grandes responsabilidades, e uma dessas responsabilidades é retornar um pouco do que eles dão, seja em forma financeira ou em forma de trabalho, pra comunidade.

Antes de viajar aceitei um job desse tipo pra ser utilizado em Paris. Esse foi um trabalho que garantiu um lote de puxadinho no céu pra mim. Uma ONG chamada Abaquar/Vale Encantado, que tenta combater a situação de perrengue de favelados no Rio de Janeiro através de soluções econômicas sustentáveis e práticas.
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A idéia era muito boa: o meu desenho se transformaria em um painel gigantesco, esse painel seria cortado em centenas de quadradinhos, formando um quebra-cabeça. No evento de lançamento do projeto, em Paris, cada um que entrasse no local comprava uma peça do painel por 5 euros, além de outros produtos relacionados ao desenho. Sim, sim, a idéia é um clichezasso, só faltou a mulata atrás do Cristo. Mas a percepção do francês em relação ao Rio de Janeiro não permitiu que eu colocasse os arcos da Lapa, tirar o Pão de Açúcar já foi um sacrifício! Bem que eu queria usar o Cristo Buddy, aquele que faz um sinal de positivo nas mãos e dando um baita sorriso, não gosto de ver esse cara sofrendo.
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Deve ter dado para arrecadar alguns bons euros pra entidade e queimei mais um pouco de karma ruim com isso. Sinto pelos rabos dos gatinhos que explodi com bombinhas de São João quando era criança.

Comecem a Copa, pelamordedeus!!

Lo siento mucho pela ausência por aqui, a Copa é o mordomo da vez, culpado oficial de 2010 pela atucanagem geral que passo por aqui. Além disso, voltar de viagem é dominar trabalhos e contas a pagar na unha.

Por enquanto, dá pra mostrar que o pessoal do McDonald’s já começou a usar os desenhos que fiz antes da viagem a Paris, aquelas 70 ilustrações arranca-sono pro site da Copa do Mundo. Só vi umas 10 ali, cadê o resto?
Quiz
Pelo menos a Copa começa nessa semana e os clientes param de pedir coisas relacionadas a futebol. Como minha afinidade com o tema é a mesma afinidade que eu tenho com cirurgia de esfíncter, espero que um dia Miss Universo se transforme em febre mundial, desenhar mamosas nunca vai ser problema.

Bistecão Ilustrado The Movie

Dois meses atrás o pessoal da Cabra Cega veio no primeiro Bistecão Ilustrado no local novo, munidos de filmadora profiça e uma dúzia de ovos cozidos, pedindo de forma humilde e discreta para filmarem um documentário sobre o Bistecão. O resultado foi isso, ô coisa fabulosa, o pessoal da Cabra Cega acertou no meio dos olhos da mosca. O filminho mostra o lugar aconchegante, desenhante e risante. Até digno, arrisco eu. Sentimos todos dentro de um filme dos irmãos Coen, mais especificamente “Oh Brother, Were Are Thou?”.

Goood night little darling, good night and draw a lot too. E obrigado insuflado pro pessoal do Cabra Cega.

Pra quê coelho?

Alguém me explica esse coelho.
Toelho
É um adesivo que fica colado nas postas dos vagões de metrô de Paris. Um coelho cor de rosa prestes a perder quatro dedos da mão, uma mistura insossa de Quincas com Pernalonga.

Procurei por todo lugar, mas não vi mais nenhuma referência a esse lagomorfo rosado no metrô ou fora dele. Péssimo uso de um personagem, ou péssimo briefing de ilustração. Pra que coelho?

A Modelo da Meia-Noite

BI07Jan_03Não é segredo que eu considero o Bistecão desde 2007 como uma das razões que me deram gasolina e tênis novos para que eu tivesse certeza de que tinha escolhido a carreira certa como ilustrador autônomo, desde que eu fui pela primeira vez e escrevi em um post expondo meus sentimentos como uma esfiha aberta. Foi nesse dia que descobri que não era um molusco vivendo na concha sozinho, existiam outros moluscos que saíam das conchas e comiam bistecas do tamanho de um pulmão enquanto desenhavam.

De lá pra cá, sabe-se lá se por destino, coincidência ou por tietagem pura, quase todos aqueles ídolos que encontrei pela primeira vez no Bistecão viraram meus amigos, e também me tornei um dos caras que assumiram a organização do evento também, coisa que não dá trabalho, só alegria, como uma filha bonita que volta cedo pra casa.
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A proposta do Bistecão Ilustrado sempre foi essa: integrar ilustradores para se conhecerem, trocarem informações e fazer mimimis no ombro dos outros, além de louvar o desenho como algo sociabilizante e divertido, longe de jobs, briefings e clientes que afloram sentimentos impuros em nós. Por isso os sketchbooks sempre foram importantes, mas ao passar do tempo, percebemos que o pessoal comia muito, bebia muito e papeava muito, deixando desenho de lado. Foi aí que colocamos os papéis nas mesas com lápis de cera pro pessoal desenhar, retomando o valor do desenho lá dentro. Desses papéis nasceram os sketchbooks do Bistecão feitos pelo Montalvo e sorteados pra alguns felizardos, que levavam artefatos carregados de tinta e gordura de picanha.

Vai um mês, vai outro mês e o Bistecão começa a virar hype, graças ao computador agonizante do Kako, que perdeu todo mailing list, obrigando a gente usar Twitter, Facebook e Orkut pra divulgar o evento. O Sujinho começou a ficar cheio e constipado, não tinha mais espaço pra gente cortar uma maminha, quanto mais sentar e desenhar com calma. Foi por isso que aconteceu o deslocamento espacial do Bistecão, do Sujinho do lado direito para o Sujinho do lado esquerdo, muito mais maior, como diriam as crianças.

Num evento onde antes cabiam 70 pessoas, espremidas como limão na caipirinha, agora cabem folgadamente mais de 120.

Com espaço, tempo e dinheiro sobrando, a mente vira oficina do diabo. Conversando com o Kako, antes de viajar pra Paris, perguntei o que ele achava de colocar uma modelo vivo no meio daquela moçada pra ser desenhada entre uma caneta ali e outra batata frita aqui. Foi bazinga instantâneo, let’s do it!
O que na hora era uma idéia tosca e divertida de colocar uma gostosa pelada fazendo yoga expondo a chavasca em público virou uma oportunidade de ouro para divulgar outro trabalho de outra ilustradora fabulosa.

Rosana Urbes é talvez a ilustradora mais gente-boa e tranquila que existe. Trabalhou por 8 anos nos estúdios Disney em filmes como Tarzan, Lilo & Stitch e Mulan. E lá na Califórnia ela coordenou aulas de modelos vivos pro pessoal do estúdio, várias vezes por semana. Currículo de fazer doer cotovelo de muita gente.

Então conversei com ela do aeroporto pra viabilizar a modelo no Bistecão, e ela topou com um sorriso rasgando de orelha a orelha. Quando voltei, o que era devaneio e vontade de ver mulher pelada de graça virou algo sério e condizente com a proposta do Bistecão Ilustrado: teríamos uma sessão de modelo vivo ao vivo ali.

Foi uma alegria, porque todos que trabalham com desenho sabem da importância das aulas de modelo vivo na evolução do traço e na maneira de pensar do ilustrador, mas nem todos tem condições ou disponibilidade de ter esse tipo de aulas. E não é uma aula de modelo vivo comum, já que as que existem raramente possuem alguma orientação. A pequena Rosana ficará lá, constantemente, soltando a mão e as cabeças do pessoal com exercícios de observação rápida.
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Esperávamos que uns 20 ou 30 pessoas iriam entrar no espírito do modelo vivo enquanto outros voltariam suas atenções para as carnosas nos pratos. Mas, depois da entrada da Luana, a modelo da meia-noite, todo mundo entrou no espírito e no final, haviam quase 100 pessoas, ou mais, desenhando ao mesmo tempo. Snif. Alguns compenetrados tentando acertar o desenho de uma modelo que se mexia a cada minuto, outros reagindo como se perdessem uma partida de videogame, levando as mãos à cabeça, quando o despertador tocava e a Luana trocava de posição 30 segudnos depois.
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Tentaremos trazer a modelo da meia noite todos os meses, pois aula de modelo vivo nunca é demais. Quem sabe se um dia o Alarcão estiver numa última sexta-feira do mês ele também possa revezar com a Rosana e soltar a franga coordenando uma sessão de desenho rápido lá. Hein? Hein?
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Fico muito feliz pela Rosana Urbes. Ela trabalha com afinco pra divulgar seu projeto de aulas de modelo vivo há tempos, felizmente lotando as aulas apertadinhas que ela vem dando. E quem sabe, talvez a modelo vivo no Bistecão não abra portas para ela para que ela possa ministrar essas aulas de maneira correta, continuamente e num lugar onde o bloco de papel jornal não saia com manchas de gordura.

As fotos do evento são da gracinha Paulinha Mihuda.

Mes petit amis de voyage

Pra quem perguntou que materiais que eu usei e uso nas viagens, ei-los, bonitinhos e faceiros.
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É um conjuntinho de aquarela do tamanho de um maço de cigarros da Winsor & Newton, uma caixinha de metal com um tanquezinho de água ou conhaque, dependendo da sua necessidade primordial. US$ 85 na Dick Blick de NY.

E os pincéis são compactos, daqueles que a capinha protetora vira parte do cabo quando abertos.

Cabem até no bolso da jaqueta. Por isso adoro as baixinhas.

Gobelins, não foi dessa vez

Juro que eu tentei.

Meu contato para entrar dentro da escola de imagens Gobelins deu uma furada bacana, daquelas de fazer você se sentir Scarlett O’Hara erguendo cenoura no ar.
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Sem um contato foi impossível entrar para conhecer a escola por dentro. Não sei se a recepcionista estava num dia com o hemisfério sul sangrando, ou se o mau humor é o típico parisiense, mas o fato é que não passei da porta da frente, nem falando que eu vim do Brasil só para conhecer a escola, nem dizendo sivuplê ou que usei o dinheiro da comida dos meus filhos pra viajar pra Paris. Nada. Era possível sentir o ar ficar mais frio perto da recepcionista, que falava inglês mas preferia falar na língua dela.
Pra não dizer que não entrei na escola, eu enfiei a cabeça pra dentro de uma porta, totalizando talvez uns 7 metros de penetração forçada na Gobelins, incluindo a recepção.
Mas até se entende o porquê, afinal a escola Gobelins tem se tornado referência em animação e consequentemente, tem aumentado muito a procura apenas para fins de matança de curiosidade, e vai saber se também a concorrência é outro motivador da restrição. Restou-me então sentar confortavelmente na recepção enquanto assistia os filmes em uma TV na parede e pegar os folders.

Pelo menos dá pra passar a informação dos cursos de lá, que é o que interessa.

Existe um curso de verão na Gobelins – Character Animation.
É um curso que, neste ano, vai de 1º a 18 de julho. As aulas são ministradas em francês com tradução simultânea em inglês.
É um curso de duas semanas que resume o “Master Class”, o curso mais longo, focando basicamente na animação de personagens.
Custa 2.200 Euros sem acomodações e 2.600 com cama, privada e algum carinho. Comidas e sexo à parte.

Não é um curso para iniciantes e amadores. Só são aceitos quem já tem um traço bem desenvolvido, tem uma avaliação que deve ser feita através do site deles.

O curso Master Class, que levam alguns anos, esse nem informação eu consegui. Só por email. Só sei que esse curso, em módulos, lida não só com animação, mas também com desenvolvimento de personagens, de cenário, estudo de roteiro, música e harmonia visual.

Mas tem uma coisa legal que soube lá: a Gobelins tem um projeto já montado onde ela leva o curso Master Class ou o de verão para outros países. Vai que um dia uma alma boa e gentil não decida trazê-los aqui no Brasil? Esperança é a última que morre, mas morre.