Very Fast Girl # 89 – Chihiro
Não tinha música da Chihiro aqui, de lambuja um crossover com a trilha da Kiki mesmo.
Hiro’s Fast Girl # 89 – Chihiro from Hiro Kawahara on Vimeo.
Não tinha música da Chihiro aqui, de lambuja um crossover com a trilha da Kiki mesmo.
Hiro’s Fast Girl # 89 – Chihiro from Hiro Kawahara on Vimeo.
Sacrifiquemos um bode virgem por existir Hayao Miyazaki.
A de hoje foi feita com uma ferramenta diferente, a caneta caligráfica do Painter XI. Muito mais rapidinha que as outras rapidinhas.
Tava esquecendo de colocar esse filminho feito pela DRC Treinamentos, filmado no Bistecão Ilustrado. Tem depoimentos deste humilde servo da ilustração, do Montalvo, Zé Otávio, Gil Tókio e do pai de todos, o Kako. Falamos um pouco de nossas carreiras e do Clube da Luta Ilustrado que se tornou o Bistecão, pois está se espalhando pelo Brasil inteiro em todas as derivadas culinárias (Baião Ilustrado, Bolovo Ilustrado, Pinhão Ilustrado, Berbigão Ilustrado, nham) de maneira espontânea e todos fazendo o papel de Tyler Durden munidos de canetinhas e pincéis.
Dando uma esticadinha no assunto, na mesma noite estava lá também o programa Urbano, do canal Multishow. A gravação do programa vai passar nesse domingo, dia 22 às 22h30.
Mais rápida que um zumbi claudicante.
Hiro’s Fast Girl #88 – Jill Valentine from Hiro Kawahara on Vimeo.
Ela mata zumbis putrefatos com blusa branca minúscula enrolada na cintura.
Quê, nunca jogou Resident Evil? A blusa é pequena, mas a coxa é farta.

O Renato Alarcão passou na lista da SIB – Sociedade Dos Ilustradores do Brasil – uma compilação de dezenas de livros que podem ser úteis como um macaco dentro do carro – o metálico, não o felpudo. São todos livros referentes à arte do desenho, ao estudo do desenho ou à filosofia do desenho. Como o que Alarcão fala deve ser considerado e pesado em uma balança, pois vale ouro, vale a pena fazer disso um checklist pra quem interessar. Tem desde os já clássicos e conhecidos livros do Andrew Loomis, que estão disponíveis pra download na internet e que já coloquei os links neste post, até livros pouco conhecidos só pronunciáveis por aqueles que tiveram o toque da fada da intelectualidade na cabeça.
Massironi, Manfredo. Ver pelo Desenho. São Paulo: Martins Fontes, 1982
Martins, Itajahy. Desenho: Arte e Técnica. Prefácio de Fábio Magalhães. São Paulo: Ponte Editorial/Fundação Nestlé de Cultura, 1992
Martins, Itajahy. Desenho: Arte e Técnica. São Paulo: Ponte Editorial/Fundação Nestlé de Cultura, 1992
Busscher, Jean-Marie de. Instituto Francês de Arquitetura. A Arquitetura na História em Quadrinhos. São Paulo: Martins Fontes, 1985
Loomis, Andrew. Creative Illustration. New York: The Viking Press, 1947 (disponível na internet/download)
Loomis, Andrew. Eye of the Painter. New York: The Viking Press, 1947 (disponível na internet/download)
Loomis, Andrew. Fun with a Pencil. New York: The Viking Press, 1947 (disponível na internet/download)
Loomis, Andrew. Successful Drawing. New York: The Viking Press, 1947 (disponível na internet/download)
Loomis, Andrew. Figure Drawing for All its Worth. New York: The Viking Press, 1947 (disponível na internet/download)
Loomis, Andrew. Drawing the Head and Hands. New York: The Viking Press, 1947 (disponível na internet/download)
AMIDI, Amid. Cartoon Modern. São Francisco: Chronicle Books, 2006
BELLUZO, Ana Maria. Voltolino e as Raízes do Modernismo. São Paulo: Marco Zero, 1992.
BLANCHARD, Gérard. La Bande Dessinée. Verviers: Marabout Université Editions Gérard & C., 1969.
BLAND, David. A History of Book Illustration: the illuminated manuscript and the printed book. Faber, 1969.
BUENO, Daniel. O Desenho Moderno de Saul Steinberg: obra e contexto . Dissertação de mestrado, FAU-USP, 2007.
Cadernos de Literatura Brasileira. Millôr Fernandes. n.15. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2003 .
CAGNIN, Antonio Luiz. Os quadrinhos. São Paulo, Ed. Ática, 1975. (Coleção Ensaios, v.10)
CARUSO, Paulo. Tegey: Uma Descontraída História da Linguagem dos Quadrinhos . Trabalho de Graduação Interdisciplinar, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo 1977.
CARDOSO, Rafael (org.). O Design Brasileiro antes do desig:aspectos da história gráfica, 1970-1960. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
CARLOS, J. Texto de Álvaro Cotrim (Álvarus). J. Carlos. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985.
CAVALCANTI, Laílson de Holanda. Historia del Humor Grafico em el Brasil. lleida: Editorial Milenio e Fundación Universidad de Alcalá, 2005.
CIRNE, Moacy. O mundo dos quadrinhos. São Paulo, Ed. Símbolo, 1977.
FERRAZ, Aidano de Couto. História da Caricatura no Brasil. Rio de Janeiro: Diretrizes, 8 de Maio de 1941.
FURNARI, Eva. Estudo Sobre Ilustração de LivrosInfantis. São Paulo: TGI FAU-USP, Orientação deOdiléia Toscano e Élide Monzeglio, 1976 (tem na FAU)
GLASER, Milton. Prefácio de Jean Michel Folon. Milton Glaser Graphic Design. Nova York: The Overlook Press, 1973.
GOMBRICH, E. H. Arte e Ilusão: Um Estudo da Psicologia da Representação Pictórica . São Paulo: Editora Martins Fontes, 1986.
HELLER, Steven; FILI, Louise. Cover History: the art of american magazine covers 1900-1950. São Francisco: Chronicle Books, 1996.
HELLER, Steven; FILI, Louise. Orelhas por Dan Nadel. Stylepedia a guide to graphic design mannerisms, quirks, and conceits. São Francisco: Chronicle Books, 2006.
HERDES, Walter; PASCAL, David. The Art of the Comics Strips. Zurique: The Graphic Press, 1972.
KATZ, Bill. A History of Book Illustration. The Scarecrow Press, 1994.
INGE, M. Thomas. Comics as Culture. Jackson: University Press of Mississippi, 1990.
LLOBERA, Joseph; OLTRA, Romain. La Bande Dessinée.Paris: Éditions AFHA, 1968.
LAGO, Pedro Corrêa do. Caricaturistas Brasileiros. Rio de Janeiro: Marca D’Água Livraria e Editora, 2001.
LIMA, Herman. História da Caricatura no Brasil . 4 vols. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1963.
LOREDANO, Cássio. Guevara e Figueroa: Caricatura no Brasil nos Anos 20 . Rio de Janeiro: Funarte-Instituto de Artes Gráficas, 1988.
LUYTEN, Sonia Maria Bibe. Histórias em quadrinhos: leitura crítica. São Paulo, Ed. Paulinas, 1985.
MANKOFF, Robert. Prefácio de David Remnick. Ensaios de Roger Angell, Nancy Franklin, Lillian Ross, John Updike, Calvin Trillin, Ian Frazier, Mark Singer, Rebecca Mead. The Complete Cartoons of the New Yorker . 2 DVDs. Nova York: Black Dog &Leventhal Publishers, 2004.
MARTINS, Luiz Geraldo Ferrari (Luiz Gê). A Escrita Plástica: desenho, pensamento, conhecimento e interdisciplinaridade. Tese de Doutorado. ECA-USP, 2004.
MARTINS, Sergio R. M. A invenção do Humor no Espaço Gráfico . São Paulo: Tese de Doutorado, orientação de Lucrécia D’Alessio Ferrara, FAU-USP, 1993.
McCLOUD, Scott. Desvendando os Quadrinhos. São Paulo: Makron Books, 1995.
MOYA, Álvaro de. História da História em Quadrinhos . Porto Alegre: L&PM, 1986.
NODELMAN, Perry. Words About Pictures: The Narrative Art of Children´s Picture Books. University of Georgia Press, 1990.
PATATI, Carlos; BRAGA, Flávio. Almanaque dos Quadrinhos 100 anos de uma mídia popular. Rio de janeiro: Ediouro, 2006.
REED, Walt; REED, Roger. The Illustrator in America 1880 1980: a century of illustration. Nova York: The Society of Illustration of New York, 1984.
REMNICK, David. The Complete New Yorker. Livro Highlights from the New Yorker. 8 DVDs. Nova York: The New Yorker, 2005.
RUIS. La Vida de Cuadritos . México: Editorial Grijalbo, 1983.
ROSENBERG, Harold. In: STEINBERG, S aul. Saul Steinberg. Nova York: Whitney Museum of American Art, 1978, pp. 10-36.
SABIN, Roger. Comics, Comix & Graphic Novels A History of Comic Art. Londres: Phaidon Press Limited, 1996.
SARMENTO, Fernanda. Design Editorial no Brasil: Revista Senhor . Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
SMITH, Joel. Introdução de Charles Simic. Saul Steinberg: Illuminations. New Haven e Londres: Yale University Press, 2006.
TOPLISS, Iain. The Comics Worlds of Peter Arno, William Steig, Charles Addams and Saul Steinberg. Baltimore e Londres: The Johns Hopkins University Press, 2005.
BLAND, David. A History of Book Illustration: the illuminated manuscript and the printed book. Faber, 1969.
FURNARI, Eva. Estudo Sobre Ilustração de Livros Infantis. São Paulo: TGI FAU-USP, Orientação deOdiléia Toscano e Élide Monzeglio, 1976 (tem na FAU)
Vai Uhura, vai!
Mais cheiro de mofo, Jornada nas Estrelas era o equivalente de Lost na época da TV Globinho e da voluptosa Paula Saldanha, amadurecedora de gônadas de adolescentes naqueles anos de chumbo.
Tenente Uhura, que tinha nome mais japonês que o Tenente Sulu, e vestia vermelho e não morria.
Em homenagem a um dos episódios mais ridículos da série, aquele em que a Enterprise era invadida por bolinhas peludas, os Tribbles. Pior que isso, só Spock cantando uma ode a Bilbo Baggins. Crossover dos infernos.
E não é bolinho desenhar só com o olho esquerdo.
Visto no blog Drawn, uma animação em 3D coisalinda, tão diáfana e delicada, pra ser visto com os olhos limpos.
Un tour de Manège from Les Manèges on Vimeo.
“Un Tour de Manège” foi feito por alunos da escola de animação Gobelins (Nicolas Athane, Brice Chevillard, Alexis Liddell, Mai Nguyen and Françoise Losito.), parisiense como Amelie Poulain.
Acontece nesse sábado, dia 21, a edição nº 25 do Sketchcrawl. Pra quem não sabe, Sketchcrawl é um evento mundial criado por Enrico Casarosa que promove sessões de desenho ao redor do mundo. Todo mundo rabiscando no mesmo dia, na mesma hora, tudo tão “We Are the World”…
No Brasil vai acontecer no Museu do Ipiranga a partir das 10 da manhã.

Montalvo é o padrinho do evento em terras brasileiras e em seu blog ele dá mais informações pra quem quiser participar – não precisa ser desenhista ou ilustrador profissional, tem só que gostar de desenhar, sem pagar nada e sem se inscrever, a não ser dar um alimento não perecível pra quem precisa. A vida é simples, my friend.
Voltando a rotina, o filminho da mãe da Tábata, que ao contrário do que se prega a lenda urbana, não virou atriz pornô nos anos 90.
Hiro’s Fast Girl # 86 – Bewitched from Hiro Kawahara on Vimeo.
Depois de uma semana ausentes, de volta as fofetes e curvetes Fast Girls, no momento desenhadas só com o olho esquerdo, porque o direito tá inoperante por causa de uma pequena cirurgia (como foi a primeira vez que tomei uma anestesia, agora sei por que Michael Jackson tomava isso pra dormir, é kapoft instantâneo e você acorda feito frango sem cabeça de tão tonto e sem noção, do tipo “onde sou, quem estou?”).
Essa Feiticeira faceira é da abertura do seriado com cheiro de mofo e biscoito Duchen. O marido dela era um publicitário na época do “Madmen” e o ator que o fazia, Dick York, foi trocado por causa da coluna ruim por Dick Sargent e quase ninguém percebeu. Um era focinho do outro..
Quando era criança, fiquei aterrorizado com esse quadro, que estava em um maldito livro escolar. É a sua versão agonizante do Papa Inocêncio X, os dentes macabros sempre me acompanhavam na turma do medo da escola, que eram o Bebê-Diabo, a Loira do Banheiro e o quadro do Francis Bacon. Mesmo eu, um infante imberbe de uns 10 anos, reconheci um clima de terror e um famigerado clima de Hellraiser ronando esse quadro. E tive o prazer de vê-lo ao vivo, em uma mostra especial a Francis Bacon, que acontecia no Museu Metropolitan de Nova York. Foi muito estranho olhar ao vivo uma imagem que me trouxe terror por um bom tempo e que fez crescer pentelhos brancos de medo, foi quas euma porrada na consciência. Metaforicamente foi o mesmo que ter visto uma foto do bebê-diabo com atestado de autenticidade.

Sabe-se lá porque a fixação de Francis Bacon com o Papa Inocêncio X, mas sabe-se que tudo veio quando ele viu reproduções gráficas do quadro do mesmo Papa Inocêncio X feito por Velasquez.

Toda vez que eu acho que meu estúdio/quarto tem camadas de bagunça empilhadas em demasia, eu olho para as fotos do quarto em que Francis Bacon trabalhava e fico mais tranquilo, colocando mais uma pilha de livros em cima da pilha de jornais velhos que já estavam em cima da pilha de caixas da mudança ainda desempacotadas.

Levariam anos sem faxineira ou sem o carinho de uma vassoura de piaçava pro estudio de qualquer vivente chegar a esse ponto. Mostre as imagens pra sua mulher quando reclamar da sua bagunça. Viva Bacon!

Rogério Soud, brilhante ilustrador e amigo, fez um blog chamado Cartaz Ilustrado. Ele postou ali 11 versões suas de cartazes de filmes brasileiros e produções da Rede Globo. Vale a pena ver a versatilidade que o rapaz tem no domínio da caricatura e, pra aumentar a dificuldade, aquareladas. Só para os mais porretas.

Essa é a versão dele para “Hoje é Dia de Maria”

E a minha preferida, a “Maysa” olhos-de-gato.
Alguns probleminhas nesse blog novo ainda não foram solucionados, como os posts de 2007 pra trás sem imagens e a frase “Revista Ilustrar, my friend” que aparece em alguns feeds de posts antigos.
É como carro zero, tem que amaciar, mas logo espero que tudo isso esteja resolvido.
Depois de uma semana preparando a transferência do blog, finalmente agora dá pra abrir a casa pra visita.
Nada muito elaborado, nada muito bonitérrimo, mas simples e funcional. E sacrificando um bode e uma virgem pra dar certo, esperamos que os engasgos vespertinos não aconteçam mais. O redirecionamento automático do blog deve demorar mais um ou dois dias. Enquanto isso, tentarei tirar o atraso com as Fast Girls e outros posts. Epa.
Enjoy the joy
Ilustração da face principal da caixinha de McLanche Feliz que fiz, e que deve estar entrando nas lojas, se é que já não entrou. Feito no Illustrator CS4.

Mais um personagem que confirma que George Lucas usa o Aurélio pra batizar seus personagens.
Zelda entregue. Com uma derrapada feia no braçø direito.
Hiro’s Fast Girl # 84 – Princess Zelda from Hiro Kawahara on Vimeo.
Ei-la, amos.
Hiro’s Fast Girl # 83 – A Dream of Jeannie from Hiro Kawahara on Vimeo.
Uma homenagem para todos aqueles que também achavam que estavam jogando com a Zelda e não com um substantivo clicável na internet.
As ilustrações do manual e concepts do jogo The Wind Waker são danados de bom até hoje. E o jogo também era muito bonito, muito cuti.

Oi e tchau.
Hiro’s Fast Girl # 82 – Elle Driver from Hiro Kawahara on Vimeo.
Ela era a alegria das tardes de criança, junto com o biscoito maizena mergulhado no café com leite. Quando tinha biscoito maizena.
Desde criança sempre achei que o artigo definido da tradução da série era errada. Não deveria ser “Jeannie é uma gênia”? Ou não existe “gênia”? Não soa o mesmo que falar “o vagina”?
Ela era o peixe Beta do major Nelson. Assim como o meu invocado escamoso, ela também morava numa garrafa.
E curiosidade, quem criou a fumegante loira foi o escritor de babosidades mais nem sucedido do mundo, Sidney Sheldon.
O IlustraBrasil 6 terminou, mas tudo bem que no ano que vem tem mais. E o bom de todo IlustraBrasil, pelo menos no momento do suquinho de uva com canapé da abertura do evento, é conhecer gente nova. Principalmente, conhecer ilustradores novos. Yesh, meu hobby é colecionar ilustradores.

Uma ilustradora que conheci esse ano, uma adorável pessoa, é a goiana Lupe Vasconcelos. Seu trabalho gigante e recortado ficou ao lado do meu na exposição, realmente não deu pra evitar de olhar pra menina-cafeína.

Limpem os olhos com flanela limpa e vejam que desenhos maravilhosos e alto astral que ela faz. Faz parte do meu time, quem faz arte pra levantar astral, desenhos simpáticos, fofos e com um toque de ingenuidade e outro de transgressividade, tem seu lugar garantido no céu dos ilustradores gente fina.

As mocinhas são muito expressivas, e as cores parecem ratinhos que cantam em coro. Por causa da harmonia, mi hermano. Ou tu não assistiu “Babe, o Porquinho Atrapalhado”?
Vi essa no Gizmodo. É coisa que é obvia, mas quando a gente vê na frente fica um pouco surpreso, como ver enterro de anão, porque não é coisa que a gente, mesmo acostumado a trabalhar com desenho, vê frequentemente.

O óbvio, nesse caso, é que Norman Rockwell, talvez um dos maiores artistas divulgadores da arte alto-astral, tanto que ele foi fundamental pra bola de milhares de pessoas não cair nos dias mais perrenguentos da América durante e pós guerra, dono de um traço ingênuo e realista que é impossível não abrir um sorriso na maioria das capas que ele fez pro Saturday Evening Post (já escutei que quando tinha capa do Rockwell a tiragem da revista dava um salto de perereca). Tanta riqueza de detalhes, tanto apuro, é claro que ele usava referências fotográficas. Mas como ele é um ícone da pintura e ilustração, quase uma entidade desenhante, tem horas que a gente acha que esses caras atingiram um nível que dispensam a lente e o flash. E ver isso é ótimo porque sim, eles também são humanos.

Esse livro, “Norman Rockwell Behind the Camera” lançado lá nos EUA, mostra esse lado referencial dele. A cada quadro que ele fazia ele tirava uma chapa. E isso só aumenta o fascínio pelo trabalho do cara, até pelo registro farto de vários objetos, roupas, cabelos e expressões da época. E de quebra, dá pra ver que muitos apatetados que ele pinta, inclusive ele mesmo, são realmente e simpaticamente aparvalhados.
E não só ele, mas também Gil Elvgreen, Al Hirschfeld e vivo Alex Ross e absolutamente todos os que trabalham com ilustração realista usam fotos como referência de trabalho. Sem exceção. Afinal, ninguém sabe como é um trenó de cachorro gelado ou um limpador de bunda de lutador de sumô de cabeça, e imaginar isso de cabeça é pecar e errar nos detalhes.
Tem muito franguinho que se decepciona ao saber que seus ídolos usam fotos e não a memória fotográfica pra fazer pinturas de fraturar o maxilar. É pura tolice.
Ainda vou escrever um post só sobre isso, mas não existe essa coisa de ter dom pra desenho. O que muda é o nível de habilidade de cada um, mas de nada adianta um fodão que acha que tem o dom de desenhar se isso o faz pensar que não precisa de professor, aula, conselho ou tapa na cabeça. Mil vezes preferível um aspirante a desenhista que não tem muita habilidade mas tem muita vontade e dedicação de aprender.
A foto de referência é uma ferramenta, assim como é um lápis ou uma tablet. Rockwell sabia das coisas.
A Fast Girl de hoje veio inspirada na fantasia da Naomi Covacs pra uma festa de Halloween que teve na sexta, que só fiquei sabendo da existência no Bistecão Ilustrado por causa da Sabrina Eras, que veio fantasiada de Zatanna, aliás muito bem fantasiada. Essa pega bem a essência das Fast Girls, um tapa olho define todo um personagem. Afinal, nem só da Noiva vive o elenco feminino de Kill Bill. Gogo Yubari também tá na lista.
O filminho depois de um feriadinho, porque hormônios e cansaço clamam pela posição horizontal.
Hiros’s Fast Girl # 81 – Rei Ayanami from Hiro Kawahara on Vimeo.
A música é um oferecimento a todos aqueles que tem que voltar a trabalhar amanhã e estariam dispostos a sacrificar um bode e uma virgem pra evitar isso.
Chegou chegou para os amantes da ilustração a edição nº 13 da Revista Ilustrar, cria feita com muito esforço pelo Ricardo Antunes, grátis pra download e mesmo assim de valor inestimável.

Os upgrades dos textos do Alarcão e do Brad Holland elevaram a revista para outro nível. E nesse número tem um depoimento meu no artigo do Alarcão, honra para poucos.
Eu conheci Evangelion no extinto canal (e fantástico) Locomotion. Que deu lugar a esse lixo que hoje é o Animax (ah, o departamento comercial desses canais devem ter 7 níveis, todos pra baixo). Nada supera Crapston Villas e Rex the Hunt.
Mas eu não gosto do Evangelion, pelo menos não dos momentos de introspecção do Shinji, tão divertidos como um câncer. As cenas das lutas entre os EVAs e os anjos, em compensação, eram muuito boas.
Mas como tem muuuita gente que gosta, por que não fazer uma?
As propostas indecentes de trabalho para ilustradores, fotógrafos, designers, artistas e outros que trabalham com algum tipo de arte em troca de visibilidade, fama, feijões mágicos são como cocô de cachorro de vitrine. A merda vai acumulando no chão e os cachorrinhos alegres, vulgo pessoas inseguras que aceitam esse tipo de proposta, vão rolando alegre em cima da própria merda. Tem que ter alguém pra trocar o jornal, e tem que trocar todo santo dia. Infelizmente, os cachorrinhos não tão nem aí, até o dia em que eles tenham alguma infecção ou diarréia. Como dizem, a merda já foi feita.
Esse tipo de gente que não tem noção de quanto custa o trabalho de um ilustrador, seja ele um moleque fazendo um game que só vai virar realidade entre a meia noite e as sete, enquanto ele sonha, que pede personagens de graça, seja um empresário (sic) que gasta mais com a bolsa Louis Vuitton da mulher do que com o personagem da empresa dele, seja de empresas grandes que querem sugar até o último fluido vital com concursos que fazem do participante uma foca, pois o pagamento é visibilidade e peixe morto, esses meu amigo, são como moscas de padaria. Você enxota um e logo depois aparece outro no mesmo lugar pra atazanar a vida de quem vive disso.
Pois bem, a Old Black Gallery criou, com ilustração do Fernando Mosca, a campanha “Aponte o Dedo, não o Lápis”, pra colar não na testa, mas no lugar que não bate sol daqueles que pedem essas pedras nos rins:.

No blog tem todos os arquivos de graça pra download em boa resolução pra você, quando receber uma proposta vilipendiosa ou ver um concurso do tipo “Dionea”, pois só pega mosca tonta (Dionea é aquela planta carnívora que fecha a mandíbula) e ao invés de soltar bile pelas venta, use o selo pra divulgar a coisa-ruim.
Ótima iniciativa.