7 Bilhões de lâminas de bandeja

Jabásico da vez, segue a lâmina de bandeja do McDonald’s que ilustrei no Painter 12 (não fiz o texto, já veio pronto) anunciando com trombetas no tom que você desejar os 7 bilhões de inquilinos do planeta Terra. Ou, se o mundo fosse um vagão do metrô Barra Funda-Itaquera as 6 da tarde, levando uma panela de feijão quente nos braços. O que, na verdade, não é verdade, porque se toda essa renca de 7 bilhões fosse espremida de ombro a ombro, todos caberiam numa cidade pequena sem semáforo e com um posto de gasolina.
Clique na imagem que ela cresce feito coração de mãe.

Só curiosidade: Até hoje foram impressas cerca de (3.500.000.000) 3,5 bilhões de lâminas de bandeja, em 18 anos de existência. Man vs. food ao longo dos tempos.

Feita no espelho

Audrey Hepburn de cabelo joãozinho ou a vizinha incrivelmente lésbica do andar de baixo? Podia dizer em tom solene que ela faz parte da série “Fast Girls 2.0″, mas a verdade se glamour é que é um teste aham-aham da ferramenta “Mirror” do Painter 12 com um pincel de púbis de camelo bem bacanudo. Faz tempo que não desenho nada sem compromisso antes do almoço.

Coisas curiosas sobre coisas gostosas

Esse é o título da novíssima lâmina de bandeja do McDonald’s, que entrou nas lojas agorinha.

Clica na imagem pra ela expandir feito pãozinho na sopa.

É um tema um pouco árido, mas é nessa aridez que a gente tem que arrancar a criatividade, não importa o tamanho dela.
São fatos sobre várias comidinhas que são servidas nas lojas; é divertido saber que mamão se chama paw paw na Australia. Meu próximo cachorro vai se chamar Paw Paw.

Deu uma vontade de incluir uma cloaca desgastada na ilustração da galinha, mas não dá por motivos óbvios.

Convite com poucas palavras

Como tem gente que reclamou que o convite anterior tinha “muita coisa pra ler”, segue um jpg sucinto do lançamento do meu livro.
Menos que isso só “oi”, “tchau” e “putz”.

Grandes direitos das crianças – o livro

Há alguns muitos anos atrás, eu fiz uma lâmina de bandeja com textos do meu comparsa Marcelo Lourenço chamada “Grandes Direitos Para Pequenas Crianças”, ainda na época em que eu trabalhava na Taterka, a agência que cuida da conta do McDonald’s. Quem viu minhas palestras sabe que eu sempre a menciono como uma das minhas mais-mais lâminas preferidas, não por causa do desenho, mas por causa da candura dos textos, da idéia e a motivação que ela tinha aberto uma possibilidade dentro da minha carreira de fazer algo diferente do que a gente chama de ‘linha de produção industrial” dentro da ilustração publicitária. Em outras palavras, começava a coceira de fazer algo como autor. A lâmina tinha muito potencial e sempre tive vontade de fazer a segunda. E a idéia ficou conservada a vácuo por anos e no final já havia decidido que um dia iria transformá-la em livro, visto que dificilmente seria transformada em uma segunda lâmina de bandeja, já que os temas delas eu não tenho mais autonomia.

Mas também a vontade de fazer livros sempre empaca nesse ridículo complexo de Tolkien que eu e mais uma caralhada de escritores tem de achar que só livros pesados e com muitas páginas podem ser considerados livros perfeitos. Como perfeição não existe, ela vira desculpa pra não publicar nada, sempre revisando, sempre reescrevendo. Não é, sempre tive a consciência de que muitas lâminas de bandeja antigas tinham temas e desenhos tão interessantes que eram como se fossem um livro de uma página só. Então, por que não tentar?

Há alguns meses, a Panda Books me convidou para fazer alguns livros, o que vulgarmente damos o nome de juntar a fome com a vontade de comer, ou outras coisas mais vulgares não aconselháveis para crianças, e eis que orgulhosamente apresento o primeiro rebento, o que considero o primeiro livro autoral meu, em parceria também com o famigerado Marcelo Lourenço: O Livro dos Grandes Direitos das Crianças!

São 40 novos direitos, 40 páginas com 40 ilustrações novas e mais alguns de lambuja. As ilustrações seriam feitas a traço bem forte, característico dos meus trabalhos, mas o pessoal aqui concordou que deixando a lápis o traço mesmo imperfeito ficava mais agradável.

Confesso que estou empolgado como uma garotinha de vestido novo, porque ao entregá-lo e vê-lo inteiro, editado, bonitão e pimpão, deu uma puta vontade de escrever e ilustrar mais livros, coisa que vinha tentando há algum tempo e estava reprimida como uma roqueira em um convento pintado de cinza-chumbo.Vai que eu pego (e sinto que estou pegando) o gosto pela coisa?

O lançamento do livro em São Paulo será na Livraria da Vila da Alameda Lorena 1731 no dia 15 de outubro, a partir das 16h. Você vai? Você vai?

Obviamente, darei uma de Gustavo Duarte e farei um desenhinho em cada autógrafo que darei (pensei em fazer com Shaun Tan, de carimbar um só desenho em cada livro pra ficar mais rápido, mas achei um pouco cafajeste a idéia).

Estamos estudando também como fazer uma oficinazinha de desenho no dia para crianças, mais detalhes mais pra frente.

Também estamos estudando como lançá-lo no Rio de Janeiro e em outros lugares. Onde houver um a criança ou um marmanjo, estarei lá.

Em tempo: Heroines vai ser o próximo livro.

Coisas que ninguém sabe que eu desenho

Nem só de coisas fofas e mulheres curvosas vive um Hiro. Como é preciso comer, e comer bem, temos que trabalhar de vez em sempre por dinheiro, embora muitos puristas não concordem com isso. Não sei como, mas não concordam. Na hora em que dinheiro de Banco Imobiliário puder pagar conta de luz eu repenso sobre isso.

Geralmente são ilustrações de embalagens, ilustrações menores que auxiliam instruções, ou simplesmente ajudam a vender melhor uma paçoquinha. Ou são trabalhos em situações diferentes ou cuja publicação foi num espaço de tempo muito curto. Ou outros que nem foram aprovados pelos clientes.

Por exemplo, essas são frutas estão em embalagens das barrinhas de cereais da Taeq.

Esses moais foram feitos para rótulos de vinho também do Pão de Açúcar.

Esses aqui são ilustrações de traseiras de embalagens de produtos do Pão de Açúcar. Eu particularmente adoro fazer esses desenhinhos de back de embalagens, como modo de montagem de uma garrafa de corrida, luvinhas de borracha para uso não-proctológico, temperinhos de alho e para embalagem de frango assado. No final você tem uma coleção bonitinha de desenhos que parecem brindes de Kinder Ovo vetoriais.




Saladas de frutas vetoriais também entram no meu cardápio de trabalhos de vez em quando:

Pro McDonald’s, já fiz uma versão plastificada dos acepipes servidos nas McFestas:

E de vez em quando faço painéis para exibição de brindes de McLanche Feliz, como esse com o tema de “Uma Noite no Museu 2″

Durante um ano fiz ilustrações para os pôsteres da revista Carta na Escola:



Essa aí é uma dedicatória que eu fiz pro meu amigo Leandro Robles pra revista do Macaco Albino:

E essas duas Chapeuzinhos Vermelhos foram estudos que fiz pra um anúncio da Natura, que não rolou:


Um folder que fiz pro lançamento da Zafira:

A cabeça de Miyazaki

Em épocas nada gloriosas da minha vida, particularmente quando minha carreira era fétida e sem perspectivas como uma bola de pelo de gatos, quando havia desistido de ser ilustrador para trabalhar com publicidade, uma das coisas que me deram força pra continuar gostando de desenho em circunstâncias adversas foi Totoro. Toda vez que via Totoro eu ficava fascinado como uma criança que repete o filme dezenas de vezes e canta a musiquinha no final, e esse fascínio me fazia pegar no lápis e rabiscar alguma coisa mesmo sem utilidade, sem qualidade ou sem pretensão. As cenas da árvore gigante crescendo ou do Gato Ônibus mexiam comigo. Sem esses rabiscos esporádicos durante essa fase, dificilmente eu retornaria a trabalhar com ilustração alguns anos depois.

Ninguém como Hayao Miyazaki consegue fazer trabalhos que inspiram tanto uma criança com cheiro de leite na roupa como um adulto com dívidas no banco, passando obviamente por uma renca de ilustradores, animadores e escritores que ergueriam um altar para ele em um cantinho especial da casa. Lógico, tem gente que torce o nariz pra ele, mas esses a gente não convida pra brincar.

Quem é fã dele e tem um inglês azeitado deve tem que ler “Starting Point” – R$68 dinheiros na Livraria Cultura.

O livro é um apanhado de entrevistas, ensaios e pensamentos de Miyazaki durante o período de 1979 a 1996. É um livro delicioso, é um TED escrito em papel. Ali Miyazaki fala sobre a paixão de desenhar, de como as idéias nascem, do que uma história tem que ter para ser boa, como ele constrói um personagem, o que ele acha sobre mangás, a paixão dele por aviões e pelo voar, ou as referências de filmes noruegueses e italianos, como “Ladrões de Bicicleta”. Além disso também conta o ponto de partida que levou ele a criar Totoro, Kiki, Princesa Mononoke, etc. Deliciosamente obrigatório para quem não só trabalha com desenho, mas para quem trabalha com criatividade.

Um exemplo do que ele fala sobre o ato de desenhar, devidamente traduzido:

Quando você fala sobre um belo pôr-do-sol, você sai correndo atrás de referências fotográficas de pôr-do-sol ou vai em buscá-lo em qualquer lugar? Não, você fala sobre o pôr-do-sol desenhando o que conhece dos muitos por-do-sol que você tem armazenado dentro de você, basicamente sentimentos sobre ele arraigados dentro do seu consciente, dos por-do-sol que você via nas costas da sua mãe, cujas memórias são quase um sonho, ou do primeiro pôr-do-sol da sua vida que você viu em um penhasco e deixou você perplexo e encantado, ou aqueles por-do-dol em dias de angústia, solidão ou entusiasmo…

….desenhe muito, o máximo que você puder. De vez em quando, a partir disso, um mundo pode ser criado.

O livro é lotado dessas “conversas de velhinho sábio”, deliciosamente sábias.

Esse é um dos vários sketches que Miyazaki fez sobre idéias soltas, apresentadas por um Porco Rosso fofo.

Máquina de fazer xixi e outras mecanices para crianças

Mais um jabásico. Dessa vez é um cenário que eu fiz pro McDonald’s, daquelas pecinhas de teatro que um Ronald genérico faz em diversos lugares do país. Eu sempre faço esses cenários, são sempre produzidos vetorialmente porque eles são produzidos com um tamanho generoso.

Também sempre faço, e quase ninguém sabe, também essas lâminas de bandeja mais pueris, mais simples, para diversão da moçadinha de dentes de leite. Geralmente existem espaços separados em algumas lojas do McDonald’s onde algumas crianças tem passatempos com o apoio de um monitor. Algumas delas são dadas também nos shows da série Mundo Feliz.

HQ Mix para a Revista Ilustrar

Alguém tinha que reconhecer o esforço quixotesco ou brancaleonesco que Ricardo Antunes vem fazendo com a Revista Ilustrar após anos de esforço solitário como uma masturbação numa sexta à noite, mas ao mesmo tempo também prazeirosa como uma orgia de fadas lésbicas lindíssimas. Solitário porque ele faz tudo sozinho, e prazeirosa porque o que ele ganhou de amizades e oportunidades de conversar com titãs ilustradores e ver desenhos originais que somente poucos olhos teriam a honra de ver. E esse esforço vem do prêmio HQ Mix, que acontece nessa sexta, dia 16/09. A Revista Ilustrar ganha o troféu HQ Mix na categoria Homenagem Especial, um contraponto, já que tiraram as categorias de ilustração normais da premiação. A Revista Ilustrar, junto com o Guia do Ilustrador, já fizeram muito mais em prol da ilustração e dos ilustradores do que muitas mães de ilustradores por aí. A Revista só não dá emprego e comida na boca, de resto tem informação e dedicação obrigatória para qualquer um que trabalhe com desenho, imagens, design ou sendo apenas amantes de desenhos bons.

É como sempre falo, mesmo de graça pra download ela não tem preço.

Levantemos nossas canecas de porcelana com design bacanudos e brindemos com Cocas sem gás a mais anos e anos de sucesso à Revista Ilustrar e também, consequentemente, anos de saúde e sanidade mental para Ricardo Antunes continuar na empreitada.

Em tempo: talvez eu ou o Rosso iremos receber o prêmio das mãos do Serginho Groissman, ja que o honorável mentor e construtor da revista mora em Lisboa.

Amostra grátis de duas lâminas de bandeja # 25 e # 26

Saudades de mim? Eu também estou com saudades. De mim.

Pra variar, coloco para verem a luz do dia duas amostras grátis de lâmina de bandeja do McDonald’s, dois pitaquinhos que devem entrar nas lojas do McDonald’s nos próximos meses.

As duas não posso falar o tema, tampouco também dá pra adivinhar, já que um desenho não necessariamente tem que traduzir o contexto geral da lâmina. Mas quem espera aguarda.

A primeira é essa.

E a segunda lâmina será essa.

Pra não dizer que a gente não aprende nada depois dos 40, recentemente descobri os padrões da Missoni. Se eu fosse mulher e muito rica usaria Missoni até pra limpar a bunda.

À medida que elas forem sendo liberadas nas lojas do McDonald’s eu posto aqui aumentadas e arreganhadas.

McDia Feliz 2011, a lâmina de bandeja

Deve estar estalando nas lojas do McDonald’s a lâmina de bandeja que fiz pro McDia Feliz 2011, que acontece nesse dia 27.
Clica duas vezes nela que ela infla de tamanho.

A estrutura é parecida com um pôster que eu fiz pra finada revista Macmania, só que mais elaborada e bem feita. São lâminas que não dá pra brincar muito com o assunto, já que com mulher nervosa e câncer não se brinca, mas procuro sempre dar um ar levinho com leite desnatado e ficar no mínimo agradável de se ler.

A ilustração abaixo é a final sem os elementos de texto (pode clicar duas vezes nela pra aumentar de tamanho). Perceber-se-á que repeti algumas pessoinhas, mas justamente são as que ficam escondidas pelo texto. Mas como também tem muitos inocentes que foram limados na arte final, acho que é um bom tributo para eles verem a luz do dia.

Em tempo, conheço pessoalmente o trabalho feito pelo Instituto Ronald e ponho minha mão no fogo e o pé na boca do cachorro que os caras são muito, muito sérios. Já visitei os hospitais gerenciados pelo Instituto e você sai de lá com o coração do tamanho de mamilo de fada ao ver crianças carequinhas e fraquinhas por causa do tratamento contra o câncer e também um sorriso na boca por, pelo menos, conseguirem receber um tratamento e uma chance de lutarem contra isso de forma digna.

Sketch Jackson

O (sic) filhos de Michael Jackson doaram sketches feitos pelo famoso pai de luvinhas brancas para um hospital em Los Angeles.

A maioria são sketches de cadeiras e tronos vazios – façam suas conjecturas metafóricas ou proféticas do lado de fora da loja – e um desenho do Mickey como Aprendiz de Feiticeiro.

A dúvida é: se num mundo paralelo e bizarro (não, não, bizarro ele já era), Michel Jackson tivesse se tornado um ilustrador ele:

Desenharia melhor? Desenharia mulheres e pin ups? Ainda teria um agradabilíssimo nariz da época dos Jackson Five? Seria um marceneiro?

Com certeza não seria podre e rico (anos atrás existiria um “de” entre podre e rico, mas não agora), mas talvez seria mais feliz, casado, com filhos que não parecessem saídos de “Contos de Nárnia”, e talvez um bom ilustrador de livros infantis. Para crianças bem pequenas.

画,画出你的手指流血!

Ainda sobre o outro lado do mundo, vulgo a China, e graças novamente ao Bruno Porto, aproveito pra falar sobre o evento IlustraBrazil China- sim, Brazil com Z – que acontece mês em Xangai. Organizado pela SIB – Sociedade dos Ilustradores do Brasil, com os mesmos participantes da versão brasileira, basicamente é o mesmo conceito do IlustraBrasil, que acontece – oh! – no Brasil, só que focando em ilustrações que remetem alguma coisa sobre o nosso país, sejam os indefectíveis Cristos Redentores, mulatas ou Carmens Mirandas ou algo diferentes como capivaras ou pastel de bacalhau. Não posso falar nada, eu mandei uma ilustração de um Cristo Redentor. Muito feliz e boa pinta, mas ainda Cristo Redentor. E sim, é algo meio batido, mas foi feito pra uma ONG em Paris ano passado, fazer o quê, né?

Se você não estiver lá cheiando a óleo de gergelim, vai no link aqui do evento.

Xei xei.

Em tempo, graças ao Google Translator, o título do post significa “Desenhe, desenhe até os dedos sangrarem!”

Vende-se design, fiado nem amanhã

Quer saber se vender sem se prostituir?

O amabilíssimo ilustrador e designer Bruno Porto, pessoa que eu nunca tive o prazer de conhecer pessoalmente mas virtualmente mantendo relações cordialíssimas (obrigado pelo documentário da Disney japonês que você me mandou lá da China) lançou o livro Vende-se Design, da série Manual do Freela, da editora A2B.

Um guia de bolso e banheiro para ilustradores, designers e qualisquer outra profissão que envolvam portfólios e clientes. Tem dicas de como montar um portfólio, como vender um trabalho, como vender bem sua sardinha fazendo autopromoção sem passar vergonha. Tem dicas de gente graúda como Alarcão, Orlando, Gilberto Struck contando cases, dicas e manhas de como se manter em pé nesse mercado lotado e competitivo como ônibus na hora da Ave Maria. Tem até uma participação de um texto meu de como montar pranchas para portfólios de maneira civilizada.

Abaixo tem um filminho com pequenas palavras emprestadas sobre o livro:

Vende-se Design. Bruno Porto. from Gabriel Penchel on Vimeo.

Não sei onde comprar nem quanto custa ainda, mas informações devem constar lá no site da editora.

Amostra grátis de projeto novo

Na nova série do jabásico deste blog, apresento-lhes uma amostra grátis de um projeto novinho novinho, coisa mui bacana, mui interessante.

Em alguns dias eu vos apresentarei do que se trata.

Sons de contrabaixo espreitando tubarão….

Fadinhas do backup

Ilustração que fiz pro meu amigo Sérgio Miranda, editor da Revista Mac +, que deve estar aí nas bancas trincando de novo.

O desenho foi uma releitura (uia!) de uma capa que fiz há 5 anos atrás também pra eles e com a mesma temática, um bicho de 7 cabeças saindo de um Mac Mini. 5 anos depois, é uma mocinha que dá o outro lado pros ginórmicos cabeçudos.

As fadinhas que ilustram a matéria e que cuidam do seu Mac é um sonho de consumo masculino e/ou lésbico que Steve Jobs tem que desenvolver antes dele virar definitivamente o Motoqueiro Fantasma em vida.

Pessoalmente, sempre diverti fazendo as capas da Mac +, eles sempre deram liberdade total pra criar os desenhos e topam experimentações, idéias malucas, divertidas e coisas que outros editores teriam reações como vampiros teriam para alho ou modelos magérrimas teriam ao Toblerone.

Não, não e não. Duas vezes não, duzentas vezes não.


Algumas pessoas e empresas estão usando a imagem da Audrey que fiz como exercício como uma Fast Girl, sem permissão, autorização ou benção pra estampar camisetas, vestidinhos e outras coisas, algumas até empresas de grande porte e outras com preços bem salgado. Talvez ninguém tenha dito isso pra vocês antes de montar um negócio baseado em imagens, mas tem uma coisa chamada direito autoral, e se não sabem o que é isso ou não se importam, talvez ao passarmos do âmbito comercial e artístico para o judicial a coisa fica menos divertida mas mais correta (no caso o verbo está no passado, porque eu “já passei” para o âmbito legal). Nesse caso, da minha parte e da Viacom, que é a proprietária dos direitos da Bonequinha de Luxo.


Obrigado pela Juliane Barros pelo toque desse novo usuário indevido.
E não gente, não adianta pedir pra usar a imagem que não dá, não quero e nem tenho o direito, já que, como disse acima, a personagem pertence à Viacom Company.

E obrigado pela Marcella Carter pelo novo aviso da imagem com o gato mequetrefe.

Ovomaltine para todos

Sessão jabásico mostrando indefectivelmente o recém-lançado personagem que fiz para o produto novo da Ovomaltine, o Ovomaltine pronto em caixinha. Como ninguém pensou nisso antes?

O personagem ainda não tem nome, só vai ser batizado depois da escolha através de um concurso. O conceito do tornado de chocolate é meio óbvio, é só agitar que ele tá pronto. A agência que cuidou desse processo foi a QG Publicidade.

Contrabaixo e pastel seco


O impávido Montalvo Machado criou o SketchJazz no intuito de somar duas das quatro melhoresdo mundo coisas juntas – Jazz e desenho. As outras duas – sexo e comida – não são parte fulminante do processo, mas podem ser negociadas.
Ali eles se juntam para ouvir som do bom enquanto rabiscam em seus sketchbooks. Já fazem isso há um ano e agora nesse sábado eles partiram pra ignorância e montaram a primeira exposição dos desenhos feitos lá. Tem originais pra vender do Montalvo, Joel Lobo, Fábio Corazza, Alê Eschenbach, Eduardo Bajzek, Zé Otávio, Gustavo Rinaldi e Leo Gibran.
Não tem pagode que pena, mas tem jazz filé de primeira.

Mais informações aqui com o pai da criança.

Como comprar o livro do Benício e o meu num futuro não muito distante

Abram suas carteiras e lubrifiquem seus cartões de crédito por que Ricardo Antunes, pai do Guia do Ilustrador, Revista Ilustrar e Reference Press, disponibilizou a compra dos livros da sua editora pela internet.

Assim, quem quiser comprar o livro “Sexo e Crime” do fantabuloso Benício, e o meu Hiroines daqui a pouco, pode entrar aqui e ver as maneiras e instruções que melhor lhe apetescer, desde o frugal depósito em conta até o Paypal.

Não é fácil ser verde, assim disse aquele sapo

Fazendo valer meu direito de dono deste meio blog mesmo dentro de um período de ostracismo, vai aí mais uma sessão de um jabásico pra divulgar trabalhinhos de minha pessoa, vulgo Hiro.

Essa lâmina de bandeja do McDonald’s está rolalndo nas lojas, sobre sustentabilidade, em pareceria com o governo de São Paulo, o texto veio lá do Palácio dos Bandeirantes.
Clica na imagem para ela crescer diante de vossos olhos, fraulein.

Sim, ela deveria ter sido um joguinho do tipo dado-e-casinha, mas infelizmente descobrimos no meio do caminho que existe uma lei que manda colocar um selo do InMetro se tiver algum componente de jogo, mesmo ele sendo um inofensivo e puro dadinho pra montar. Como selo de InMetro não se compra no mesmo lugar e no mesmo tempo que se compra ovo de codorna, adaptamos o que foi possível, dentro do possível, fazendo o melhor possível.

Hiroines, a capa

Ricardo Antunes, pai da Reference Press e casa onde vai assar meu livro “Hiroines” liberou a capa pra ver a luz do dia.

Em breve vai ter cheiro de livro novo no ar.

Pra saber mais, fique de olho no blog da Reference Press

Amostra grátis de lâmina de bandeja nº 24

Deveria ter sido nº 27, mas vá lá.

Entre cerveja e urina existe um mundo de coisas amarelas armazenáveis.

Duas lâminas de bandeja de uma só vez

Tempo, ó o tempo que não se compra nem por quilo nem por litro.
Já se passaram duas lâminas de bandeja do McDonald’s e só agora tive a competência de abrir o blog pra colocar as benditas aqui.

Uma é jogando um holofotezinho basico no Big Mac, ainda pra campanha “Simples Simplesmente” que ainda rola nas lojas. Também clica duas vezes pra aumentar o tamanho:

E a terceira foi uma lâmina que nasceu de outro trabalho. Já havia feito parte dos desenhos dela para um folheto do próprio McDonald’s sobre vida saudável, e aí resolveram colocar um fermento e virar uma lâmina de bandeja, acrescentando mais um ou outro desenho. Vaquinhas são tão simpáticas, são quase cachorros que dão leite.
Clica duas vezes na imagem pra ver ela maior também, vai.

Toque-me

Ilustração que fiz pra revista Mac+ que ainda tá latejando de nova nas bancas. Adoro mulheres de meinhas brancas. Só de meinhas brancas.

Obrigado ao melhor cachorro do mundo

UPDATE

Hoje o Bisteca deixou de ser um cachorro pra virar uma estrela.
Ele se foi depois de 13 anos de serviços prestados abanando o rabo e me dando amizade incondicionalmente se eu estava de bom humor, deprimido ou colérico. Não tem cafuné que me faça sentir menos culpado por ele estar passando os últimos dias na casa dos meus pais e não perto de mim, nem adiantou ver dezenas de vezes o final de “Marley e Eu”para ver se acontecia uma catarse e passar por esse dia menos emotivo.

Estava os últimos meses sofrendo com crises asmáticas, dificuldade de respirar e mesmo assim nunca deixou de abanar o rabo quando me via. Morreu dormindo, em paz, como gostaria que todos os meus queridos também se fossem.

Dá vontade de chorar feito menina atropelada só de pensar nas vezes que ele pegava a sacolinha com garrafinhas de plástico com a boca para levar na reciclagem, mesmo sabendo que era só pra ganhar um Biscroc, ou quando ele ficava embaixo da minha bancada de trabalho em dias frios, só pra eu colocar meus pés no quentinho do corpo dele enquanto eu o massageava esporadicamente com meus dedões. Ou quando ele ficou deprimido quando matei um camundongo que só depois descobri que era amigo de ração dele.

Cachorro é amigo mesmo.

Obrigado por tudo.

Esse simpático aí é o Bisteca.

Não é o Marley, mas é quase. Só não dá tanto dinheiro como ele.

Tem uma história curiosa a respeito dele. Continue reading this post »

Simplesmente simples mas complicado só de pensar

Essa lâmina de bandeja é a primeira da série de 3 que estão fazendo parte da campanha “Simples, Simplesmente” do McDonald’s. Todinha feita no Painter XI, essa lâmina é tão simples que quase não tem texto, é uma compilações de situações simples que podem ter variantes extraordinárias (ou não, depende do freguês).

Pra ver essa maior, pode clicar duas vezes na imagem que ela cresce intumescidamente

Na correria eu esqueci de colocar minha indefectível micro-assinatura, então não adianta arrancar as raízes capilares que não vão encontra-la dessa vez. É o tio Alzheimer chegando mais cedo.

E essa versão que não foi pras lojas, é a que tem a sereia-girino que, foi sumariamente limada do conjunto da obra, trocada pelo Einstein em epifania.

Seguem aqui algumas imagens em detalhes, particularmente acho o leãozinho e o fantasminha muy fofos.
Aliás, só pra entenderem por que os desenhos saem defeituosos, cada ilustração das lâminas de bandeja são feitas com 40cm de largura ou altura, dependendo da maior. Depois elas são reduzidas miseravelmente até 2 ou 3 centímetros no máximo e os defeitos somem. Por que 40cm? Por que pra mim é o tamanho de arquivo ideal de se desenhar no Painter, no caso das lâminas de bandejas, porque o desenho sai solto como cachorro com bexiga cheia no gramado.






Falando em girino, sabe como as lésbicas chamam as meninas novinhas que acabaram de sair do armário? De girinas. Por que elas vão virar sapas.

E isso ouvi de uma, então não foi piada infame minha.

Amostra grátis de lâmina de bandeja nº 23

Um pequeno acepipe ilustrativo da depois-da-próxima lâmina de bandeja do McDonald’s. Tema a ser adivinhado.

Quem já viu uma perna ou axila peluda de uma autêntica riponga nunca esquece, por mais que tente. Principalmente os pobres desavisados que frequentavam as piscinas do Cepeusp na década de 80.

Você precisa de um calendário pra saber quando será um ano para o final do mundo

Acabei de acabar, está em processo de impressão, o meu calendário 2011. Mil chibatadas não desculpam o atraso, mas como não tenho ratinhos mágicos fazendo meu trabalho, ou era o calendário ou o leitinho das crianças, mesmo eu não tendo crianças nem beber leitinho.

O calendário será vendido depois de serem distribuidos para agências de publicidade, promoção e design, que é a meta do calendário – autopromoção dentro dos seus principais e potenciais oferecedores de trabalho, embora o calendário em si não é garantia de negócios e pedidos de ilustrações, mas é um auxiliador . Ainda não sei como será o esquema, já que o calendário anterior foi vendido pela Galeria Magenta, que não está mais ativa. Mas até lá eu acho a solução.

Mais Sexo e menos Crimes para todos

Quem é fã do bom velhinho, vulgo Benício, o pais das gostosas dos cartazes de pornochanchadas e dos cartazes dos filmes dos Trapalhões, tem motivos para escovar os dentes e vestir camisa limpa no próximo dia 16, quarta feira, aqui em São Paulo.
Vai ser o lançamento do seu livro “Sexo e Crime”, publicado pela Reference Press, do pai do Guia do Ilustrador Ricardo Antunes, e da BrandStudio Press, do energético Alberto Ruiz, no Cartel 011 – Artur de Azevedo 517, em Pinheiros, das 19 as 22h.

Vai ter a presença em bigode e osso do Benício e também – ouvi o som de cheques sendo assinados? – a venda de diversos originais, gostosas e guachadas.

Segue um video feito pelo pessoal da Mandacaru Design, num esforço da serelepe Bebel Abreu:

E para quem está criticando publicamente o livro sem antes degustá-lo (sim, existem): vocês estão livres para usarem o dinheiro do próprio bolso (como fez Ricardo Antunes) para publicarem o livro de quem acha que precisa ser publicado, da maneira que bem entenderem. Assim todos ficam felizes e o mundo fica mais perfeito.